Baú de Ciências

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Tudo que você precisa saber sobre o aprendizado em museus e centros de ciências

15/02/2016, por

Espaços como museus e centros de ciências são locais de aprendizado?

Essa pergunta costuma gerar bastante discussão e, confesso, que enquanto atuava como mediador em um parque de ciências, acreditava que sim, mas sempre achava que local de aprendizado, de verdade, era na escola. Portanto, para mim, aprender no parque de ciências era o mesmo que aprender o quê e como se aprende na escola. Inclusive, já presenciei projetos educacionais não formais que poderiam ser exposições poderosas, mas se tornaram cursos.

Como exposições possuem um tema a comunicar, conhecimentos e saberes estarão envolvidos em todas as etapas de produção e serão expostos ao visitante. Mas muito mais além do conteúdo está envolvido, e é isso que pretendemos explorar neste artigo de blog.

Hoje gostaria de apresentar um olhar sobre as exposições de museus e centros culturais, ao qual fui resistente por muito tempo: Exposições são locais riquíssimos para o aprendizado!

Um dos motivos de estar compartilhando com vocês este texto decorre dos inúmeros aprendizados de um curso espetacular que fiz na Itália, Development of Sucesfull Exhibitions (Desenvolvimento de Exposições de Sucesso), promovido pela Scuola Internazionale Superiore di Studi Avanzati (SISSA) e pelo Journal of Science Communication (JCOM), organizado pelo SISSA Medialab. Clique aqui para ler uma nota resumida ao final deste texto.

Não é raro visitarmos uma exposição e sairmos com a impressão que não entendemos isso ou aquilo e, no final da visita, acreditarmos que nada aprendemos nesse espaço ou, até mesmo, ficarmos com a sensação de perda de tempo. Em outra situação, também podemos sair surpresos com algo, mas depois pensar que não tem utilidade alguma. Em contrapartida, você pode passar momentos inspiradores, empolgantes, surpreendentes e cheios de aprendizado em uma exposição.

Se você visitou alguma e saiu desapontado, pode ser que a exposição seja ruim mesmo (isso será abordado em um próximo artigo), não seja feita para seu perfil e/ou você não estivesse em um dia bom para visitá-la. Se bem que, até mesmo numa exposição ruim você acaba aprendendo algo; você irá entender isso ao longo do texto.

As pessoas que criam exposições possuem intenções, quero deixar claro logo de início. E quem as cria, prepara cada momento, lugar e elemento expositivo a fim de que provoque o que se pretende.   

Eu e meus colegas de curso, à esquerda, trabalhando no conceito e na narrativa de uma exposição sobre colheres! Excelente experiência. 3º dia de curso, durante visita à Casa da Ciência Hiša eksperimentov

Para ilustrar como cada ação é planejada por nós produtores, utilizarei vários elementos das nossas exposições como exemplo ao longo do texto!

As quatro categorias de aprendizados resultantes de uma visita a uma exposição

Para começar, abaixo listo as quatro grandes categorias de aprendizado que podem ser resultantes de uma visita:

  • Conhecimento e compreensão;
  • Habilidades;
  • Atitudes e valores;
  • Prazer, sentimentos, inspiração e criatividade.

Perceba que as três últimas categorias dizem respeito a aprendizados muitas vezes ditos como secundários, e são considerados como difíceis de serem estimulados e avaliados inclusive em um ambiente escolar. Uma pedagoga talvez não veja novidade nisso, mas certamente professores de ensino médio ou superior, raramente planejam suas aulas em torno disso.

Portanto, estou falando de aprendizado em um sentido mais amplo ao do “comum”, para além daqueles velhos conhecidos conteúdos escolares; os conhecimentos e fatos científicos ou culturais julgados como “úteis”.

Se você for visitar uma exposição com um pensamento de que o importante é o conhecimento do estilo “conteúdos escolares”, certamente você irá se arrepender em muitas delas. Confesso que foi assim que pensei por muito tempo, mesmo enquanto mediador de um parque de ciências.

Conhecimentos, habilidades, atitudes e sentimentos (motivação, para os educadores)! É “apenas” isso que você pode obter de uma exposição!

Quando me dei conta disso, outro mundo se abriu.

Um dos pontos interessantes das exposições é justamente isto: mesmo que não consigamos/pretendemos avaliar e quantificar o quão mais inspirado, hábil, tolerante ou conhecedor se tornou o visitante, as exposições são produzidas para provocar diversas emoções, sensações, saberes e ações cognitivas. No entanto, cabe ressaltar, existem métodos de avaliação para identificar se causamos ou não esses impactos nos visitantes.

Já refletiu sobre o que você vê, pensa, sente e faz em uma exposição?

Vou detalhar um pouco de cada uma das quatro categorias, para ajudá-lo(a) a entender os benefícios de exposições para a formação do indivíduo a longo prazo, o que também chamamos de formação continuada.

Conhecimento e compreensão

Aprendendo saberes

Quando questiono os mediadores das exposições sobre o que eles pretendem ou esperam do curso de treinamento e da exposição em si, conhecimento é a palavra mais repetida. Posso dizer que o ato de conhecer sobre o tema da exposição é compartilhado como o elemento principal por muitas pessoas.

Ex.: na mostra “Exploração Espacial – Em Busca de Vida”, o grande tema é apresentar como e que conhecimentos os cientistas usam para pesquisar vida fora da Terra. Nessa exposição, o visitante conhece mais sobre seres extremófilos, espectroscopia, “elementos da vida”, estruturas moleculares, geologia marciana, automação espacial, missão Curiosity, características físico-químicas de astros do sistema solar, entre outros assuntos.

Conteúdos fazem parte das exposições e servem como um esqueleto. O problema está em pensar que uma exposição se resume exclusivamente a isso.

Aprendendo fatos e informações

Eu sempre fui avesso a exposições com muitos paineis informativos, até porque algumas delas só são isso, mas é curioso como os visitantes perguntam sobre informações específicas e querem aprender sobre elas. Por isso, quando na dose certa, as exposições de sucesso apresentam vários fatos e informações para os visitantes aprenderem.

Ex.: na mesma exposição mencionada anteriormente, apresentamos fatos e características físico-químicas de Marte bem como sobre alguns seres extremófilos. Vai dizer que não é interessante aprender que existem seres vivos que não precisam de água, suportam até 10x a dose letal humana de radiação, que em Marte praticamente não há gás oxigênio ou que existe uma lua de Júpiter com grande chance de habitar vida?

Aprender dados no caso acima ilustrado é fundamental para compreender a narrativa da própria exposição.

Aprendendo a fazer conexões

Como o visitante já traz uma bagagem cultural própria, a primeira coisa que acontecerá será criar vínculos entre o que ele já sabe / domina com aquilo que está exposto. Isso leva o visitante a duas ações, uma é aprender sobre algum conhecimento novo presente na exposição e, a segunda, aprender enquanto realiza vínculos entre os diversos assuntos da mesma.

Ex.: ainda na mesma exposição, o visitante utiliza de seus conhecimentos sobre as formas de vida na Terra ou sobre suas necessidades para aprender o que é um extremófilo. No segundo caso, pode utilizar os fatos sobre os extremófilos e sobre os planetas para aprender que astros no sistema solar seriam mais aptos a abrigarem a vida tal como conhecemos.

Aprendendo mais e mais...

Tanto para o visitante que está se aventurando quanto para alguém que já conhece o tema, as exposições contribuem para um aprofundamento sobre os conhecimentos expostos. Isso ocorre porque as exposições costumam oferecer um olhar mais interdisciplinar para os temas e, também, porque possuem formas diferentes de interação. Essas interações provocam experiências novas para quem já conhece o assunto, incentivando a aplicar, revisar ou aprofundar o conhecimento dominado.

Ex.: na mesma exposição, temos um conjunto de bolinhas e bastões para montagem das moléculas da vida. Isso por si só já é objetivo do elemento expositivo, mas a geometria das moléculas pode ser vinculada ao jogo da espectroscopia, permitindo aprofundar-se sobre a interação entre radiação e matéria.

Aprendendo sobre museus e espaços culturais de visitação

Por último, a visita em si já envolve aprendizado de algo, pois o visitante irá conhecer como museus e centros de visitantes funcionam, suas finalidades e o papel das pessoas neles.

Ex.: em todo treinamento dos mediadores das exposições itinerantes que montamos, há sempre um momento onde discutimos sobre as intensões do espaço e dos mediadores e como ajudar o visitante a se apropriar de uma exposição.

Mas, para interagir com a exposição, a fim de conhecer e compreender sobre diversos assuntos, várias outras ações são esperadas dos visitantes, que precisa desenvolver ou demonstrar algumas habilidades. Vamos avaliar agora a segunda categoria de aprendizado resultante de uma visita a exposições.

Habilidades

Aprendendo a fazer algo

Ainda que muitos elementos das exposições sejam estáticos, muitos museus e centros mais novos (principalmente os de ciências) necessitam que os visitantes aprendam como operar ou realizar alguma tarefa na própria exposição. Essa ação pode ou não ter correspondência com atividades diárias fora do museu, mas de qualquer modo, os designers e produtores de conteúdo pensam em formas de desenvolver ou aprimorar as habilidades do visitante.

Ex.: na exposição Viagem à Lua, os visitantes precisam operar ferramentas utilizando uma luva, que é uma atividade desafiadora proposta para discutir sobre a roupa de um astronauta.

Aprendendo a ser capaz de fazer algo novo e diferente

Ao mesmo tempo em que são ambientes que estimulam o desenvolvimento de habilidades operacionais, também são espaços de aprendizado de novas habilidades. As exposições, principalmente as de ciências e tecnologia, oferecem ao visitante inúmeras experiências que raramente temos em nosso dia-a-dia ou mesmo na escola.

Ex.: na exposição Viagem à Lua, os visitantes controlam um módulo lunar simulando um pouso na Lua fazendo uso de um joystick (similar a um manche). Além de aprender a controlar o módulo por meio de um joystick, o desafio envolve fazê-lo diante das características físicas do ambiente lunar.

Aprendendo habilidades intelectuais

Ao visitar uma exposição, o visitante encontrará textos (técnicos, formais, históricos, coloquiais, críticos, complexos, informações e dados), gráficos, imagens, fotografias e atividades experimentais. O acervo, portanto, exercita a leitura, análise, pensamento crítico, reflexão e investigação.

Ex.: na mostra da Viagem à Lua, o visitante é apresentado a painéis feitos para que reflita sobre os motivos das viagens tripuladas, que eram muito mais políticos que científicos ou tecnológicos.

Aprendendo a lidar e gerenciar informações

Enquanto se visita uma exposição, as informações estão dispostas em diversos elementos: nos resultados de uma interação digital, nas placas de identificação, no painel explicativo de procedimentos, em multimídias e painéis expositivos; tudo dependente da identidade visual do espaço. Saber lidar com as diversas informações é crucial para aproveitar o acervo e se guiar ao longo da exposição.

Ex.: na mostra da viagem à lua, os painéis informativos, infográficos e imagens dão suporte às interações, facilitando as ações do visitante e no entendimento e aprofundamento sobre o tema.

Aprendendo habilidades sociais

Quando visito exposições sozinho ou com outras pessoas, percebo que há uma diferença imensa na interação com a exposição. Em grupo, discutimos mais, rimos mais, pensamos mais, exploramos mais etc. Sabendo disso, é comum os produtores de conteúdo de exposição pensarem na interação em grupo.

As exposições são ótimos lugares de compartilhamento de ideias, discussão, trabalho em equipe, fortalecimento de laços etc.; muitas vezes você se vê conversando com pessoas desconhecidas e dividindo algum equipamento.

Ex.: na mostra da Viagem à Lua, tanto no minijogo de pouso na Lua quanto nos quebra-cabeças 3D, há um engajamento grande entre os visitantes, sendo muito comum o apoio mútuo para realizar as atividades.

Aprendendo habilidades de comunicação

Acompanhando as habilidades sociais, o ambiente das exposições é propício para estimular a comunicação e expressão dos visitantes, onde muitas vezes, para obterem resultados, precisam explicar, escrever, escutar e conversar com outros visitantes.

Ex.: na mostra o Futuro e as Profissões, criamos uma seção inteira só para os visitantes conversarem entre si sobre soluções e registrarem em um mural suas ideias.

Aprendendo habilidades físicas e motoras

Não estou falando de caminhar pelo ambiente, ainda que isso seja atraente, mas de espaços e conteúdos pensados para que o visitante movimente-se ou aja com a intenção de provocar alguma ação e obter resposta da exposição; muitas vezes o ato mecânico em si é o objeto da exposição. Além das exposições com interatividade que nos exigem mover todos os membros ou modificar o aparato, não podemos esquecer que mesmo um acervo comum é pensado para estimular diversos sentidos.

Ex.: na exposição Viagem à Lua, ao operar ferramentas utilizando uma luva, estamos estimulando o desenvolvimento a motricidade fina dos visitantes, principalmente das crianças.

Atitudes e valores

Sentimentos e Percepção

Quando se experimenta algo, além de pensar e agir, também se sente, e isso influencia intensamente no aprendizado. Isso é uma premissa de muitos educadores, dentro da área que se chama de motivação. As exposições são planejadas em torno disso, nas percepções e nos sentimentos que o visitante terá em cada área. Seja na contemplação de um objeto, na reação à resposta do equipamento e do componente audiovisual ou no olhar crítico a imagens e textos, sentimentos serão estimulados e percepções provocadas.

Ex.: na mostra viagem à Lua, os visitantes ficam extremamente empolgados pelo fato de conseguirem pousar o módulo lunar e comemoram quando o colega também o faz. Cria-se um ambiente mais favorável ao diálogo e à reflexão sobre como resolver um problema como esse.

Sentimentos de autoeficácia e autoestima

Qual foi o sentimento que você teve diante de algo desafiador? Sentiu-se capaz ou incapaz? Agiu? As exposições costumam explorar bastante os limites que criamos para nós mesmos, em um convite a testar muitas dessas concepções criadas. Isso ocorre porque como são espaços livres de avaliação, são convidativos à exploração, ao teste e ao erro.

Diante disso, nossas atitudes e sentimentos são evocados frente aos resultados das experiências em uma exposição e aprendemos mais sobre nós mesmos. Claro que a ideia de um produtor é gerar motivação positiva e utilizá-la ao longo da exposição para que esta experiência seja melhor e o visitante queira aprender mais.

Ex.: na mostra o Futuro e as Profissões, o espaço já citado de criação de soluções mostra ao visitante que pode encontrar soluções para problemas reais. Por muitas vezes, os visitantes dizem que não são capazes de resolvê-los, mas em alguns minutos encontram uma solução com a equipe.

Opinião e atitudes sobre os outros

Faço novamente uma pergunta: você sabe como era viver nos anos 60 no Brasil? Sabe o que é ser um refugiado? Empatia é algo que as exposições conseguem gerar com certa facilidade em ambientes de cenografia imersiva ou até mesmo nas exposições fotográficas. Assim, as exposições ajudam a repensarmos sobre o “mundo” dos outros e como agimos em relação a eles. Exposições tem grande potencial para aumentar a tolerância e o respeito, se bem planejadas. Mais profundamente, algumas exposições podem ser impactantes a ponto de modificar nossos valores e atitudes de forma drástica.

Ex.: na nossa exposição o Futuro e as Profissões, criamos uma interação digital com a intensão de o visitante perceber a importância de equipes interdisciplinares de profissionais, onde as habilidades e competências somadas são mais eficientes que “o diploma” para resolver problemas.

Ações e comportamento

Alguns temas de exposições são mais diretamente relacionados a ações do dia-a-dia e ao modo de vida dos visitantes. Nesse tipo de exposições, o tema e a narrativa podem provocar ou ser um suporte para a mudança na forma como as pessoas agem nas suas atividades diárias, bem como influenciar na tomada de ações.

Ex.: na exposição o Futuro e as Profissões, questionamos o visitante sobre as mudanças no trabalho, como a virtualização e a automatização.

Prazer, inspiração e criatividade

Diversão, prazer e surpresa

Quando se sabe como o visitante pensa e age, o produtor de exposição tenta surpreendê-lo, utilizando de interações de resultado inesperado e recursos audiovisuais de impacto. Essa surpresa gera uma imagem marcante da visita e pode ser um gatilho para o aprendizado de temas.

Em outros momentos, uma exposição pode oferecer grandes momentos de prazer e diversão para os visitantes, seja pelo encanto com o acervo, com as situações experimentadas ou com os compartilhamentos entre as pessoas; gerando sentimentos de satisfação e diversão.

Ex.: na mostra Exploração Espacial – em Busca de Vida, quando os visitantes estão participando da interação sobre os seres extremófilos, é comum as informações sobre as resistências dos outros seres gerarem surpresa e encantamento sobre a vida. E um pouco de diversão ao imaginarem as formas de vida em outros lugares.

Pensamentos inovadores e Criatividade

Certamente uma exposição não será o único lugar que pode estimular criatividade e pensamento inovador, mas é frequente encontrarmos muitas exposições com provocações intensas onde repensamos bastante sobre como as coisas são, poderiam ser e nos permitimos extrapolar os limites do comum. Em muitos casos, as exposições artísticas e de design são muito eficientes, provocadoras e estimulantes para o visitante aprender a ser criativo e a pensar com inovação.

Ex.: estimulamos o visitante a pensar como pode ser a vida em outros astros na mostra Exploração Espacial e, na mostra o Futuro e as Profissões, temos um espaço (já citado) específico de criação de soluções por meio de tempestade de ideias.

Exploração, experimentação e produção.

Em uma exposição de imagens, patrimônio histórico e painéis infográficos, o visitante tem pouca liberdade para explorar, experimentar ou produzir. Por outro lado, há muitos exemplos de exposições artísticas e científicas onde a participação do visitante é determinante para o sucesso da mesma. Estes são espaços propícios para o aprendizado de resolução de problemas e fazer uso da exploração, experimentação e produção.

Ex.: na mostra Viagem à Lua, o estudo de crateras e seu surgimento só acontece se os visitantes participarem e criarem as crateras para, depois, avaliarem os resultados e testarem novamente.

Ser inspirado

Conhecer pessoas diferentes, suas ações e transformações, bem como imaginar cenários são dois exemplos bastante usados por exposições para inspirar o visitante. Normalmente, a exposição como um todo gera esse sentimento no visitante, não apenas um elemento do acervo.

Ex.: na mostra Viagem à Lua, todo o acervo está de acordo com a ideia de gerar a experiência das etapas de uma viagem à Lua, com o intuito de inspirar os visitantes a realizar algo grandioso e costumeiramente dito como impossível.

Resumo:

Ufa, chegamos ao fim deste artigo! Não detalhamos tudo, mas passamos pelos principais aprendizados que uma exposição pode oferecer ao visitante.

Museus e centros de ciências possuem particularidades que poderiam ser destacadas, mas isso fica para um artigo futuro.

Algumas pessoas nunca tiveram a experiência de utilizar mídias interativas, outros tinham dificuldade em participar de atividades em grupo, muitos nunca puderam viajar pelo conhecimento e pelo universo em busca de vida... até visitarem nossa exposição.

Se você é um educador, espero que agora possa usufruir mais ainda da visita escolar! Leve suas turmas e ofereça a elas grandes momentos de aprendizado.

Se você é um comunicador, educador em museus ou produtor de eventos culturais, tenha sempre em mente todos esses grandes impactos que uma exposição pode causar.

Para ajudar, deixo a lista com os aprendizados resultantes de uma visita a uma exposição:

Conhecimento e compreensão
  • Saberes
  • Fatos e informações
  • Fazer conexões
  • Aprofundamento
  • Sobre museus e espaços culturais de visitação
Habilidades
  • Fazer algo
  • Ser capaz de fazer algo novo e diferente
  • Habilidades intelectuais
  • Lidar e gerenciar informações
  • Habilidades sociais
  • Habilidades de comunicação
  • Habilidades físicas e motoras
Atitudes e valores
  • Sentimentos e Percepção
  • Sentimentos de autoeficácia e autoestima
  • Opinião e atitudes sobre os outros
  • Ações e comportamento
Prazer, inspiração e criatividade
  • Diversão, prazer e surpresa
  • Pensamentos inovadores e Criatividade
  • Exploração, experimentação e produção.
  • Ser inspirado

Nós do Baú de Ciências sempre nos orientamos para promover o máximo possível de aprendizado. Desde o conceito à produção das interações, nosso objetivo é criar espaços de aprendizado que geram interações inesquecíveis com o conhecimento.

Referência:

Measuring the Outcomes and Impact of Learning in Museums, archives and Libraries. RCMG. University of Leicester, 2003.

Nota sobre o curso:

Em 2015, entrei em contato com a equipe do JCOM para participar de uma Masterclass intitulada Development of Sucesfull Exhibitions. As nossas experiências no Baú de Ciências atuando como mediadores e criando exposições foram avaliadas e, por fim, determinantes para que pudesse participar deste curso na Itália, em Trieste. Fiquei muito contente por saber que várias das nossas iniciativas e proposta de exposições estavam de acordo com as características de exposições de sucesso. E hoje compartilhei com vocês um dos muitos pontos que experimentamos durante o curso.

As fotos com o grupo presentes neste artigo foram extraídas da página dos cursos no facebook.

 Leia mais sobre o curso neste link: http://jcom.sissa.it/masterclasses/

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Em Trieste, tive o prazer de aprender com o consultor de museus Gordon Rankmore (mais de 35 anos de experiência na elaboração e criação de projetos para museus e centros culturais), a designer Laura Miotto, a comunicadora de ciências Paola Rodari (com mais de 30 anos de experiência coordenando projetos e instituições de comunicação científica) e o designer e arquiteto Peter Higgins.

Aprendendo ciências e sobre centros de ciências durante visita à Casa da Ciência Hiša eksperimentov, em Liubliana, Slovênia. Não é difícil encontrar o brasileiro na foto.

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